Zoológico de Brasília recebe plano de acessibilidade da Agefis

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Com o objetivo de tornar a rota do Zoológico de Brasília acessível a qualquer visitante e que todos possam circular entre os recintos sem obstáculos, a fundação passa a contar com um plano de acessibilidade feito pela Agência de Fiscalização do DF (Agefis).

Para fazer o diagnóstico completo do espaço — inclusive a área externa por onde o público chega —, a agência fez cinco visitas técnicas. Além do alargamento de calçadas, o documento aponta a necessidade de retirar barreiras, de instalar rampas e de suavizar inclinações nas que já existem.

A interligação das áreas do zoo e a continuidade das calçadas também são pontos a serem melhorados no local, de acordo com o plano.

“Por conta do nosso conhecimento na área, já colocamos [no plano]as soluções mais baratas, práticas e viáveis para criar uma rota totalmente acessível”, explica a diretora-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro.

“É um salto civilizatório para o zoo, que integra a história da nossa cidade”Igor Tokarski, secretário do Meio Ambiente

Por causa do grande fluxo de pessoas no zoológico, algumas calçadas já foram ampliadas de 1,6 metro para 3,5 metros. “Nos adiantamos e agora veremos se está no padrão ou se teremos de adaptar”, conta o diretor-presidente da fundação, Gerson Norberto.

Segundo ele, as adaptações e obras necessárias serão feitas em várias frentes. O que for possível, deverá ser feito com equipes do próprio zoológico. Para as demais, será preciso fazer parcerias ou contratar.

O plano foi entregue na sexta-feira (8) no Zoológico de Brasília, que comemora 60 anos nesta semana. O secretário do Meio Ambiente, Igor Tokarski, também participou da solenidade: “É um salto civilizatório para o zoo, que integra a história da nossa cidade”, destacou.

O termo de cooperação entre a fundação e a Agefis foi firmado em junho. À época, o Jardim Zoológico de Brasília lançou a primeira carta de serviços em braile do DF.

Zoo planeja piso tátil e transporte interno

Uma das metas do zoo, com o plano de acessibilidade, é instalar piso tátil. “Queremos que qualquer visitante, deficiente visual ou idoso, por exemplo, chegue à portaria e vá até o último recinto”, planeja Norberto.

Isso inclui projetos futuros para que hajam paradas e transporte interno sustentável na área interna.

A acessibilidade na área externa também foi considerada no documento elaborado pela Agefis. “Isso influencia muito, pois tem linhas de ônibus que chegam aqui. Por isso, também avaliamos o trajeto das paradas até a portaria de acesso”, pontua o responsável pelo plano e auditor da Diretoria de Acessibilidade da agência, Sandro Farias.

Além das linhas tradicionais que passam pelo local, o zoo ganhou uma linha exclusiva de ônibus integrada ao metrô. Nos fins de semana e nos feriados de dezembro, os visitantes poderão usar o Bilhete Único para ir da Estação Asa Sul ao parque e terão direito à meia-entrada, de R$ 5.

O Zoológico de Brasília fica na L4 Sul (Avenida das Nações) e abre de terça-feira a domingo e em feriados, das 8h30 às 17 horas. Os ingressos custam normalmente R$ 10, a inteira.

Crianças de 6 a 12 anos, estudantes, pessoas com mais de 60 anos, professores e beneficiários de programas sociais do governo pagam meia-entrada (R$ 5).

Por: Agência Brasília

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