Quer saber como é andar na Lua? Veja o que dizem os astronautas

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No dia 7 de dezembro de 1972 partiu a última missão americana à Lua, a Apollo 17. A tripulação passou três dias na superfície lunar, com o objetivo de coletar amostras e realizar experimentos.

Infelizmente, a viagem para a população mundial ainda é apenas promessa. No último sábado (26), morreu o antigo astronauta americano Alan Bean. Com isso, restam apenas quatro pessoas que ainda estão vivas que podem descrever como é a experiência de andar na superfície lunar. Confira o que eles dizem, em textos resgatados pela BBC.

Charles Duke, nascido em 3 de outubro de 1935:

Duke serviu como comunicador de aeronaves durante a missão Apollo 11 e estima-se que 600 milhões de telespectadores tenham escutado sua voz.

“Estamos respirando de novo”, disse, em frase que ficou famosa, assim que o pouso da Apollo 11 foi confirmado. Poucos anos depois, ele liderou sua própria missão lunar.

Em 1999, o antigo astronauta relatou à Nasa sobre a experiência de conduzir um veículo lunar na superfície do satélite. “Eu estava tirando fotos e descrevendo o terreno que estávamos passando”, disse ele. “O carro era incrível. Era elétrico, tração nas quatro rodas e subia uma inclinação de 25 graus.”

“Até onde a vista alcançava, era apenas o terreno ondulado da superfície lunar. Foi realmente uma visão impressionante. Meu único arrependimento de toda a missão foi que nós não tiramos fotos suficientes com as pessoas neles.”

David Scott, nascido em 6 de junho de 1932:

Nascido em San Antonio, no Texas, David Scott se formou na Força Aérea dos EUA antes de ingressar na Nasa em 1963. Scott esteve três vezes no espaço, e foi a sétima pessoa a pisar na Lua. Além disso, foi último americano a voar sozinho na órbita da Terra.

“Eu me lembro de levantar minha mão até o ponto onde a Terra estava suspensa no céu negro”, escreveu ele no livro Two Sides of the Moon (Dois Lados da Lua).

“Levantando meu braço devagar até que meu polegar duro debaixo da luva ficasse pra cima, descobri que ele podia apagar completamente o nosso planeta. Um pequeno gesto e a Terra toda se foi”, recorda o veterano.

Questionado sobre os momentos que esteve por lá, ele afirma: “Apenas um artista ou poeta poderia transmitir a verdadeira beleza do espaço.”

Harrison Schmitt, nascido em 3 de julho de 1935:

Originário de Santa Rita, Novo México, Schmitt é geólogo e acadêmico. Ele ele não serviu na Força Aérea, mas sim como astrogeólogo, inicialmente instruindo os astronautas da Nasa durante suas viagens de campo antes de se tornar um cientista-astronauta da agência espacial, em 1965.

Em 1971, foi designado para voar na última missão, a Apollo 17, substituindo Joe Engle como piloto do módulo lunar. Schmitt desembarcou na Lua com o comandante Gene Cernan em dezembro de 1972.

Em um depoimento gravado pela Nasa em 2000, Schmitt disse: “Você podia ver detalhes com muita clareza. Eu tive a chance de ver este magnífico vale em que estávamos, um vale mais profundo que o Grand Canyon. Montanhas com mais de 2 mil metros de cada lado, 56 quilômetros de comprimento e cerca de 5 quilômetros de largura.”

Schmitt destacou que uma das coisas difíceis foi se acostumar com a escuridão do espaço.

“O maior problema que eu acho que os fotógrafos têm com fotos do espaço é encontrar uma maneira de imprimir preto, preto absoluto. Certamente, os slides que você mostra terão um pouco de azul ao fundo, e você nunca vai conseguir o contraste que tínhamos visualmente na Lua, porque o céu era negro.”

Edwin ‘Buzz’ Aldrin, nascido em 20 de janeiro de 1930:

Nascido em Nova Jersey, Buzz Aldrin tornou-se astronauta da agência espacial norte-americana em 1963 e fez parte da missão Apollo 11, em 1969. Ela teve importância especial por ser a primeira viagem espacial a enviar astronautas à Lua.

Ele foi acompanhado na missão por Neil Armstrong, que deu os primeiros passos no satélite, seguido minutos depois pelo próprio Aldrin. Os dois passaram um total de 21 horas e 36 minutos na superfície lunar.

Em 1998, Aldrin descreveu a superfície da Lua como sendo coberta por uma fina “poeira de talco” cinza escuro com uma variedade de pedras e pedregulhos espalhados.

Ele disse que o termo “desolação magnífica” se referia em parte à realização de estar lá, e em parte à “falta de vida”. Aldrin ainda falou sobre a ausência de peso como “uma das experiências de voo espacial mais divertidas e agradáveis, desafiadoras e recompensadoras”.

Por: Notícias ao Minuto

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