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Registrada semana com menor número de casos de dengue em moradores de Brasília

Aedes_aegypti

São 97 confirmações no período, sem contar todas as ocorrências notificadas na unidade de atenção à doença montada em Brazlândia
Jade Abreu, da Agência Brasília

A Secretaria de Saúde confirmou 97 casos de dengue em moradores de Brasília na sexta semana epidemiológica (de 7 a 13 de fevereiro). Desde o início do ano, 1.912 ocorrências foram confirmadas até 13 de fevereiro. As informações estão no informativo epidemiológico nº 7, divulgado nesta quarta-feira (17), e mostram que esta é a semana com o menor número de registros de dengue em 2016 entre habitantes da capital federal. O índice isolado da semana apresentou diminuição se comparado ao mesmo período de 2015, com 138. No entanto, os números totais permanecem maiores contra as 605 confirmações do ano passado.

Como nas outras semanas do ano, as regiões administrativas com maior quantidade de casos foram Brazlândia, com 488 confirmações, São Sebastião (238), Ceilândia (169) e Planaltina (154). O somatório (1.049) corresponde a 55% do total. O boletim da Saúde também indica três mortes decorrentes de dengue grave (hemorrágica).

De acordo com a secretaria, a semana epidemiológica é apurada com os dados inseridos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, de domingo a sábado da semana anterior à divulgação do informativo. Dessa forma, nem todos os casos notificados e confirmados na unidade de atenção à dengue em Brazlândia constam do documento.

Na semana anterior, os números apresentaram decréscimo em relação aos outros levantamentos do ano. Entretanto, o subsecretário de Vigilância à Saúde, Tiago Coelho, diz que é cedo para falar em tendência de queda. “Temos de esperar e avaliar o resultado de pelo menos mais três semanas.” Para Coelho, a diminuição pode ser explicada pela redução das chuvas em fevereiro e pelas ações que o governo tem tomado para controlar os focos do Aedes aegypti.

Zika e chikungunya
O boletim de hoje traz também os dados consolidados de zika. De dezembro de 2015 — quando se notificou o primeiro caso — até 13 de fevereiro, foram identificadas seis gestantes portadoras do vírus. Delas, duas são do Entorno e quatro moram em Brasília (Águas Claras, Guará, Lago Sul e Taguatinga).

De acordo com o documento da Saúde, as ocorrências do Guará e de Taguatinga são autóctones (de contaminação originada em Brasília). O contágio dos outros residentes do Distrito Federal ocorreu na Bahia e em Mato Grosso.

A secretaria também confirmou a febre chikungunya em seis moradores do DF. Em todos os casos, a transmissão aconteceu na Bahia e em Pernambuco.

Chuvas
A quantidade de chuva em fevereiro caiu em relação ao mesmo período de janeiro. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do primeiro dia do mês até esta quarta-feira (17), Brasília registrou 55 milímetros de chuva. Até a mesma data de janeiro, o índice pluviométrico fora superior ao dobro, com 130,6 milímetros.

Este fevereiro também está mais seco em comparação a 2015, que teve 68,6 milímetros de chuva, quando a média é de 217,5 milímetros. De acordo com o Inmet, a previsão é de possíveis pancadas de chuva nos próximos dias (18, 19 e 20).

Força-tarefa
O governo de Brasília tem promovido forças-tarefas em diversas regiões administrativas para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, as equipes — formadas por representantes de órgãos do governo local e por militares das Forças Armadas — já verificaram 592.435 imóveis e recolheram 16.221 criadouros, até 16 de fevereiro. As operações tiveram início em 14 de dezembro, e a meta é averiguar pelo menos 930 mil imóveis.

Outros órgãos locais participam dos trabalhos para reduzir a possibilidade de transmissão de doenças pelo mosquito: Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), Casa Civil, Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Polícia Militar, Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Secretaria de Saúde, Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, vinculada à Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, e Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

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