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Bombeiro do DF quer adotar bebê abandonado em Taguatinga

Recém-nascido foi encontrado no chão embrulhado em uma manta da Secretaria de Saúde. Conselho Tutelar diz que processo de adoção será encaminhado para Vara da Infância

O sargento Daniel Passos fez parte da equipe de bombeiros que socorreu o bebê abandonado em Taguatinga, neste sábado (7). Os moradores encontraram a criança deixada na calçada e chamaram o Corpo de Bombeiros. Passos conta ter sentido uma emoção especial durante a ocorrência. Ele chegou a tirar uma foto do bebê e enviar para a esposa, dizendo que queria adotá-lo.

A moradora Dheilde Dias conta ter encontrado o recém-nascido na calçada de sua quadra, a QNM 36. Ele estava embrulhado em uma manta com símbolo da Secretaria de Saúde e foi deixado no chão, próximo à entrada de sua casa.

“Nossa eu fiquei em choque. Comecei a chorar. A gente vê muito isso acontecer, mas quando é com a gente você fica meio impressionado. Chorei horrores”.

A criança estava calma e não apresentava ferimentos. Era um menino, recém-nascido, de 2 a 7 dias. Ele foi atendimento rapidamente pela viatura dos bombeiros e depois levado para o Hospital Regional de Ceilândia.

Após breve análise, os médicos indicaram que ele estava bem e poderia ser encaminhado para o abrigo de Taguatinga. Como o hospital está atendendo crianças com viroses, os bombeiros levaram o menino até o quartel general para esperar a vinda do Conselho Tutelar.

Nesse tempo, os militares contam que ficaram emocionados com a presença do bebê. Deram a ele o nome de Miguel.

O sargento Daniel Passos relata que dias antes tinha comentado com a esposa o desejo de adotar uma criança. Agora ele diz que quer oferecer uma boa vida a Miguel. “A gente quer dar muito amor, muito carinho.”

O Conselho Tutelar de Ceilândia Sul informou que um relatório será enviado para a Vara da Infância, a qual deverá tomar as devidas providências sobre o processo de adoção. Segundo o órgão, também foi aberta ocorrência na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga) por abandono de incapaz, que deverá investigar o ocorrido e procurar pela mãe biológica do bebê abandonado.

Publicado por: G1

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