Rogério Rosso recebeu dinheiro desviado da obra do Mané Garrincha, aponta PF

0

Caberá à PGR avaliar se pede ao Supremo para investigar o deputado do PSD. Ele afirmou ao G1 que sua vida pública é ‘muito diligente’ à ‘conduta ética’ e que deve se tratar de ‘algum equívoco’.

Por – Camila Bomfim
O deputado Rogério Rosso comandou o Distrito Federal em mandato tampão após a renúncia de José Roberto Arruda, em 2010 (Foto: Reuters/Ueslei Marcelino) O deputado Rogério Rosso comandou o Distrito Federal em mandato tampão após a renúncia de José Roberto Arruda, em 2010 (Foto: Reuters/Ueslei Marcelino)
O deputado Rogério Rosso comandou o Distrito Federal em mandato tampão após a renúncia de José Roberto Arruda, em 2010 (Foto: Reuters/Ueslei Marcelino)

As investigações da Polícia Federal (PF) na Operação Panatenaico – que prendeu na manhã desta terça-feira (23) os ex-governadores José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz – apontam que o deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF) também recebeu dinheiro desviado das obras da reconstrução do estádio Mané Garrincha, em Brasília.
Em 2010, o parlamentar do PSD comandou o governo do Distrito Federal por oito meses em um mandato tampão após a renúncia de Arruda por conta dos desdobramentos da Operação Caixa de Pandora.
Em razão de Rosso ter foro privilegiado como deputado federal, as apurações envolvendo o deputado do Distrito Federal na Operação Panatenaico foram encaminhadas à Procuradoria Geral da República (PGR). Caberá ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, avaliar se pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o parlamentar do PSD.
A operação é baseada nas delações premiadas de executivos da construtora Andrade Gutierrez. Os delatores revelaram que foi montado um esquema de corrupção para desviar recursos das obras do Mané Garrincha, que foi uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
A PF diz que a reforma do estádio pode ter sido superfaturada em cerca de R$ 900 milhões. A obra, que estava orçada inicialmente em R$ 600 milhões, acabou custando cerca de R$ 1,575 bilhão.
Ao contrário das outras arenas da Copa – que foram financiadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – o estádio de Brasília foi reerguido com dinheiro da Terracap, a empresa pública responsável pela gestão do patrimônio imobiliário do Distrito Federal.
Ao G1, Rosso afirmou que ainda não foi informado de que é investigado pela Operação Panatenaico. O nome da operação é uma referência ao estádio da Grécia antiga Panatenaico, que sediou as competições anteriores aos jogos olímpicos.
“Não tenho nenhuma informação sobre isso. Muito pelo contrário. Minha vida pública é muito correta e sempre muito diligente em relação à legislação e à conduta ética. Deve ser algum equívoco”, argumentou o deputado do DF.

Publicada originalmente no G1.

Compartilhe.

Sobre o autor

Deixe um comentário