Revisor de jornal assassinado em motel é enterrado em clima de revolta

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DOUGLAS CARVALHO

Em clima de comoção e revolta, amigos, familiares e colegas de trabalho deram adeus ao revisor Rubens Bonfim Leal, 35 anos, nesta terça-feira (15/5), no cemitério Campo da Esperança da Asa Sul. Quem prestou a última homenagem clamou por justiça pelo desfecho do assassinato brutal da vítima, ocorrido no domingo (13).

Rubão, como os amigos mais próximos o chamavam, tinha como marca registrada a alegria. Assim o descrevia quem conviveu próximo ao profissional. “Ele era super amoroso e sorridente. Tinha sempre uma palavra amiga”, lembra a arquiteta Cláudia Siqueira, 38 anos. Ela conheceu Rubens na Paróquia Divino Espírito Santo, no Guará II, há pelo menos 20 anos.

Cláudia recorda com saudosismo das apresentações do amigo. “Ele era tão alegre que se emocionava toda vez que cantava. Era lindo.”
O crime
Uma amiga contou à Polícia Civil que estava com Rubens em uma festa no Guará, no sábado (12). Por volta das 4h30, a mulher o levou à casa dele, também na cidade. Segundo ela, Rubens pegou o próprio carro e disse que “daria uma volta” no Polo de Modas, no Guará II. Depois disso, a amiga foi embora.

Rubens morreu a golpes de arma branca dentro do motel Paradise Vegas Motel, no setor de motéis do Núcleo Bandeirante. Segundo relatos de funcionários do estabelecimento à Polícia Militar, ele chegou ao local por volta das 7h30, dirigindo um VW Gol e acompanhado de um jovem. Em conversas preliminares com a Polícia Civil, um porteiro do motel, Josemy Gonzaga, disse que o passageiro aparentava ter de 20 a 22 anos.

Aos investigadores, a camareira Francisca Souza contou que ouviu, por volta das 8h, gritos de socorro. A mulher acrescentou que esse tipo de incidente não ocorre comumente no motel. Ainda segundo a funcionária, ela não tomou providências pois, em situações como essa, o gerente é quem costuma agir.

Na sequência, o acompanhante de Rubens tentou sair do motel dirigindo o carro do revisor. Josemy descreveu o jovem como branco, magro, de cabelos castanhos e barba rala, que trajava bermuda, camiseta e blusa de frio, e calçava chinelos. Quando tentou deixar o local, ainda segundo o porteiro, o rapaz alegou que iria à farmácia comprar remédio.

Naquele momento, Josemy barrou a saída do jovem. Isso porque a conta não havia sido paga. Em seguida, o porteiro ligou para a suíte, mas Rubens não o atendeu.

A Polícia Civil foi acionada e encontrou a vítima na entrada do banheiro de uma suíte, caído no chão, de bruços e nu. Mãos e pernas dela estavam amarradas com lençóis e havia sangue em volta do corpo. Na sequência, o Corpo de Bombeiros chegou ao local e constatou a morte.

Os investigadores da 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante) encontraram o carro do revisor em frente a uma suíte diferente da reservada pelo homem. No veículo, havia uma bicicleta, que foi periciada na segunda (14). A polícia acredita que o suspeito fugiu ao subir em uma VW Kombi estacionada no local e, depois, pular o muro do estabelecimento.

Até a publicação desta reportagem, a polícia não havia identificado o assassino. No motel, há câmeras de segurança, mas, segundo investigadores, filmam apenas corredores aos quais somente funcionários têm acesso.

Fonte- Metropoles

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