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o que é cabala ancestral

A Cabala é um modo de vida, uma forma de ver, sentir e perceber o mundo. Seu maior objetivo é mudar a forma como recebemos o impacto da vida. Você pode ter suas crenças religiosas, sua origem étnica, etc. e isso não afetará a possibilidade da Cabala ser estudada e se fazer presente em sua vida.

O que é Cabala Ancestral?

A Cabala, ao longo da tradição, se dividiu em múltiplas escolas com muitas diferenças entre si. A principal delas é que, na Cabala Ancestral, não há relação entre cabala e religião, diferentemente, por exemplo, da cabala judaica ou cristã. Isso ocorre pois a origem da cabala ancestral é anterior à criação de qualquer religião, sendo ela a base, a semente de muitos povos.

Quase todas as escolas de cabala têm como base o estudo da cabala medieval, a qual surgiu do judaísmo medieval. Portanto, os autores, textos e livros estudados têm essa mesma origem, e sua referência linguística é o hebraico.

Já a Academia de Cabala estuda a Cabala Ancestral — Kabalta Kianá, tendo como referência linguística o Aramaico (Protocananeu). Este é o aramaico falado por Moisés; Jesus já falava um aramaico mais moderno (a partir do aramaico, formam-se várias ramificações).

A Cabala é um modo de vida, uma forma de ver, sentir e perceber o mundo. Seu maior objetivo é mudar a forma como recebemos o impacto da vida. Você pode ter suas crenças religiosas, sua origem étnica, etc. e isso não afetará a possibilidade da Cabala ser estudada e se fazer presente em sua vida.

O que os cabalistas observaram, ao longo dos tempos, é que boa parte de nossas angústias, sofrimentos ou inquietação existencial, não se dá pelos episódios e fatos de nossas vidas, e sim pela forma como interpretamos tais coisas.

Nosso diálogo interno cria fantasias e pressuposições acerca do desdobramento das situações e problemas, sendo que muitas vezes, boa parte do que imaginamos nem ao menos ocorre.

O problema é que, com isso, nossa energia já foi corroída, nosso tempo foi gasto, nossa saúde debilitada e nossa vitalidade desperdiçada.

Por isso, a sabedoria da Cabala Ancestral nos auxilia a mudar nossa forma de reagir aos acontecimentos.

Do aramaico:

Cabala = Kabalta (Receber); Ancestral = Kianá (Essencial)

KABALTA

“Cabala” significa receber: todos os ensinamentos giram em torno deste aprendizado.

Para a Cabala, existe uma força no universo chamada Luz Infinita — o que as pessoas comumente chamam de Deus — que criou um mundo perfeito, onde tudo se encontra em seu devido lugar; todo o universo é preenchido por ela; mesmo com todas as adversidades do mundo, não deixamos de tê-la ao nosso redor.

Essa Luz Infinita, quando experimentada por nós, é reconhecida como uma sensação de plenitude, ao ter nossos desejos correspondidos, por exemplo. No entanto, não temos esse sentimento de plenitude sempre, visto que desaprendemos a receber. E para receber, precisamos curar nosso canal receptor, nosso recipiente.

Depressão, angústia, sofrimento, sentimento de vazio ou despropósito, por exemplo, são desequilíbrios que ocorrem em função do nosso não recebimento dessa Luz, desse estado de plenitude.

Por isso, a Cabala vai nos fornecer ferramentas para transformar nossa forma de interpretar as coisas e, assim, agir de forma melhor. Quando se muda a sua forma de ver os fatos do mundo, muda-se o que você recebe dele, e somente uma mudança interna nos proporciona isto.

KIANÁ

“Kianá” significa essencial. Por isso, na Academia de Cabala, buscamos os elementos essenciais da tradição, sua raiz, sua essência.

O que desejamos receber?

Podemos enumerar uma vasta lista de desejos do que queremos receber, como: sabedoria, amor, iluminação, espiritualidade, prosperidade, etc. Contudo, para a cabala, por trás de todo o desejo de receber, há sempre uma sensação de plenitude. Ou seja, todos nós desejamos, de fato, uma única coisa: Luz Infinita!

Para visualizar, imagine alguém que só deseja ganhar coisas materiais, como dinheiro, por exemplo. Essa pessoa não está interessada em ter o papel que denominamos dinheiro, ela deseja, na verdade, a sensação que ele proporciona — poder, segurança, estabilidade. Ou seja, não há um desejo real por uma coisa material, e sim por coisas abstratas que estão relacionadas àquele bem material. Mesmo a pessoa mais materialista que se possa imaginar não tem o real desejo pelo bem material em si, mas, sim, pela sensação que esse bem lhe proporciona, por um sentimento de plenitude. E essa plenitude, essa sensação, é conhecida como Luz Infinita.

Os cabalistas nomearam esse estado de plenitude em virtude dos mistérios relacionados aos nomes de Deus. Na tradição, a qual usa como base o Pentateuco (Os cinco livros de Moisés), há muitos nomes de Deus, mas o nome “DEUS”, especificamente, não se encontra entre eles. Na verdade, “Deus” é uma palavra em português que deriva de “Zeus”.

No Pentateuco encontraremos nomes como Alaha ouYihawehá, por exemplo, e nenhum desses nomes define Deus, porque Deus é indefinível. Então, a grosso modo, Deus não possui um nome, pois Ele não pode ser classificado. Isto explica o porquê de tantos nomes para Deus: na realidade, os nomes são qualidades divinas atribuídas a Ele, as quais podemos reconhecer e aplicar a nossas vidas.

Um exemplo encontrado no Gêneses: Alaha significa“potência”; Yihawehá significa “serei”, “algo que será” ou “a capacidade de construir o futuro”. A partir disso, entendemos que assimilar e compreender esses nomes nos dá a capacidade de atribuir essas qualidades a nós mesmos.

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