Politica

Rollemberg nega pedidos da Saúde, que discute rumos da greve nesta quarta

 

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) encaminhou, na noite desta terça-feira (27/10), a proposta formal aos servidores da Saúde para tentar acabar com a greve da categoria, que já dura 22 dias. No entanto, além de não agradar aos trabalhadores, os termos apresentados pelo GDF contrariam os pedidos feitos ao socialista pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde). Entre outros pontos, o governo manteve a multa diária de R$ 300 mil estabelecida pela Justiça e informou que os grevistas terão de repor os dias não trabalhados.

O SindSaúde recebeu o documento às 19h45 e, além de se irritar com as medidas, considerou que faltam informações sobre como será a quitação do reajuste dos 23 mil funcionários públicos representados pela entidade. “O documento diz que o GDF pagará os aumentos em outubro, mas não especifica com base em que índice. Não sabemos se é pela inflação, pelo INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor] ou com base nas leis que pedimos”, disse a presidente da entidade, Marli Rodrigues.

A sindicalista se refere à solicitação de análise da lei aprovada em 2013 que prevê o reajuste: “A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão ainda vai verificar a adequação das normas, e não nos sentimos contemplados”, disse Marli.Gratificação e isonomia
Outra demanda do SindiSaúde que não foi atendida diz respeito ao pedido de que o GDF especifique o pagamento da última parcela da Gratificação de Atividade Técnico-Administrativa (Gata), além da previsão da isonomia na jornada de trabalho entre nível médio e superior.

Insatisfeita com o documento, a presidente do SindSaúde visitou o Palácio do Buriti à noite, onde foi recebida pelo secretário-adjunto de Relações Institucionais, Igor Tokarski. Ele se comprometeu a analisar os questionamentos e fazer uma nova sugestão, às 9h30 desta quarta-feira (28).

Depois da nova conversa agendada com Tokarski, Marli apresentará o resultado da discussão em assembleia da categoria, às 10h, quando será debatido o rumo da greve. Apesar da insatisfação geral dos servidores, nos bastidores, o GDF acredita que o sindicato não tem mais fôlego para manter a paralisação.

Na semana passada, Rollemberg anunciou o pagamento dos reajustes às 32 categorias contempladas em 2013, ainda no governo de Agnelo Queiroz (PT). Os servidores deveriam receber os aumentos salariais no quinto dia útil de outubro, mas o Executivo alegou não ter dinheiro para honrar o compromisso. O governador propôs pagar os aumentos somente em outubro de 2016, sem retroativo.

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