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Moro e Dallagnol tramavam uma ação contra a Venezuela

O novo capítulo da Vaza Jato revela que o ex-juiz Sergio Moro mandou o procurador Deltan Dallagnol vazar dados sobre pagamentos da Odebrecht na Venezuela para desestabilizar o regime de Nicolás Maduro. Na força-tarefa, outros procuradores eram contra e expressavam o receio de que essa atitude estimulasse uma guerra civil no país vizinho

“Integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato se mobilizaram para expor informações sigilosas sobre corrupção na Venezuela após receber uma sugestão do então juiz federal Sergio Moro em agosto de 2017, segundo mensagens privadas trocadas pelos procuradores na época”, aponta reportagem da Folha de S. Paulo, em nova parceria com o Intercept, de Glenn Greenwald.

“Talvez seja o caso de tornar pública a delação dá Odebrecht sobre propinas na Venezuela”, disse Moro a Deltan, em mensagem postada no Telegram. “Isso está aqui ou na PGR?”

“Haverá críticas e um preço, mas vale pagar para expor e contribuir com os venezuelanos”, respondeu Deltan. “Naõ dá para tornar público simplesmente porque violaria acordo, mas dá pra enviar informação espontãnea [à Venezuela] e isso torna provável que em algum lugar no caminho alguém possa tornar público”, disse. “Paralelamente, vamos avaliar se cabe acusação.”

Enquanto Moro e Dallagnol tramavam uma ação contra a Venezuela, membros da força-tarefa expressaram preocupação com os riscos. “Vejam que uma guerra civil lá é possível e qq ação nossa pode levar a mais convulsão social e mais mortes”, escreveu Paulo Galvão. “Imagina se ajuizamos e o maluco manda prender todos os brasileiros no território venezuelano”, disse Athayde Ribeiro Costa.

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