Politica

Governo Rollemberg: “Nem no tranco”

942073-rodrigo rollemberg_0338

 

O governador Rodrigo Rollemberg deixa cada vez mais claro que não tem um governo. Apesar de eleito com pouco mais de 50% dos votos válidos, fica evidente que a população escolheu a opção 3, ou seja, a menos pior.

Quando o ex-governador, José Roberto Arruda (PR), saiu do palácio do Buriti para a prisão, caía ali no colo de Agnelo Queiroz (PT), o governo do Distrito Federal.  Na chapa encabeçada pelo petista, estava também Rodrigo Rollemberg (PSB), que sem esforço nenhum chegou ao Senado Federal.

Passados quatro anos, o terceiro colocado nas pesquisas o candidato ao Buriti pelo PSB, Rodrigo Rollemberg, vê sua eleição tomando forma a partir da morte prematura do presidente de seu partido, Eduardo Campos, em um acidente aéreo.  Movido pela emoção, o eleitorado local abraçou Rollemberg como alternativa ao PT de Agnelo que estava massacrado e desgastado pela mídia que alimentava, diuturnamente, a desconstrução do partido e a volta de Arruda, o governador que foi retirado algemado do Buriti.

Rollemberg que deixou o governo Agnelo com o intuito de se candidatar a sua sucessão, avistou o cenário desenhado: estava diante de mais uma eleição sem qualquer esforço. Mas não gostou tanto, pois chegou ao palácio sem um plano de governo, sem uma estratégia de ação, tanto é que agora não sabe como agir.

Em seus primeiros “dois meses de mandato” confundiu muito mais do que explicou o que, de fato, veio fazer no cargo maior do executivo local.

As maiores realizações do governo Rollemberg nesses 2 meses

Nestes 53 dias de governo, seus grandes feitos são: Visita a um elefante ferido no zoológico, aparecer numa campanha de coleta de lixo em Ceilândia, inaugurar uma nova entrada no Parque da Cidade. Além, obvio, de confundir a população com nomeações e exonerações de servidores num mesmo dia, e usar o tradicional bordão de todo governo:  “Peguei os cofres vazios e débitos impagáveis.” Ou como o governador anterior: “Peguei a cidade destruída, esfacelada, um caos.”

Crianças tem adiado o início do ano letivo e na data marcada os professores entram em paralisação por falta de pagamento, e o governo anuncia vitorioso que daqui a quatro dias em um novo encontro irá explicar porque não tem como pagar os servidores da educação.

Opinião

Ao que deixa transparecer, esse governo ―cujo titular do executivo não fala ou explica a situação ,  deixando a cargo de seu “primeiro ministro”―   é diferente do mostrado na campanha onde o modus operandi era a “roda de conversa”  rerchedas de promessas que hoje se sabe, não serão cumpridas.

O que mais se vê no atual governo é a perseguição ao governo anterior, cuja desastrada administração (segundo Rollemberg)é a responsável por todas as mazelas deste novo governo.

Se o apagão de gestão continuar, os brasilienses não terão outra escolha, se não, sair às ruas exigindo, como diz certo deputado:em alta voz: “Governador, respeite o povo!”

Fonte –  Redação

Print Friendly, PDF & Email

Faça um comentário

Clique aqui para fazer um comentário