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GENERAIS INTERVÊM NO ITAMARATY E TUTELAM CHANCELER ALOPRADO

 

O chanceler Ernesto Araújo, que jamais chefiou uma missão diplomática e foi indicado pelo astrólogo Olavo de Carvalho, não pode fazer mais nada, sem aprovação prévia da junta militar que governa informalmente o País; a gota d’água foi o anúncio do fim da cooperação militar entre Brasil e Venezuela; os militares também ficaram irritados com falas sobre temas como base dos Estados Unidos no Brasil e a embaixada em Jerusalém – tema este que já provocou a suspensão de importações de países árabes e prejuízos seríssimos ao agronegócio; demissão foi sugerida e só não ocorreu para evitar danos de imagem

“A ala militar do governo promoveu uma espécie de intervenção branca no Itamaraty, tutelando os movimentos do chanceler Ernesto Araújo sobre temas considerados sensíveis —crise na Venezuela à frente”, informa o jornalista Igor Gielow, em reportagem publicada na Folha de S. Paulo. Isso significa que o diplomata Araújo, que jamais chefiou uma missão diplomática e foi indicado pelo astrólogo Olavo de Carvalho, não pode fazer mais nada, sem aprovação prévia da junta militar que governa informalmente o País.

A gota d’água foi o anúncio do fim da cooperação militar entre Brasil e Venezuela. “A ala militar do governo promoveu uma espécie de intervenção branca no Itamaraty, tutelando os movimentos do chanceler Ernesto Araújo sobre temas considerados sensíveis —crise na Venezuela à frente”, diz Gielow. “No dia 4 de janeiro, Araújo participou de reunião no Peru do Grupo de Lima, que reúne 14 países para discutir a situação política venezuelana. Quando o documento foi divulgado, militares ligados à área de inteligência ficaram de cabelo em pé com o item ‘D’ das providências anunciadas: ‘Suspender a cooperação militar com o regime de Nicolás Maduro’, dizia o texto. Só que Araújo não consultou a área militar sobre isso. E é justamente a cooperação com as Forças Armadas venezuelanas que mantém o Brasil minimamente informado”, aponta a reportagem.

Os militares também ficaram irritados com falas sobre temas como base dos Estados Unidos no Brasil e a embaixada em Jerusalém – tema este que já provocou a suspensão de importações de países árabes e prejuízos seríssimos ao agronegócio.

“No caso da Venezuela, alguns oficiais sugeriram que Araújo fosse demitido. Outros ponderaram sobre o dano de imagem que tal queda geraria e sugeriram que ele se consultasse mais com os ministros egressos da área militar”, informa o jornalista

Fonte – Brasil247