Politica

BRASÍLIA/BRASIL:  Eleições  sem fim

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Por-Ataíde Santos

 

Amanhã (25/08), será o aniversário de 10 meses do fim das eleições em segundo turno para governador de alguns estados e para presidente para república, certo?  Errado!

Pelo menos para dois personagens, um eleito e o outro não, as eleições continuam.  Jamais desceram dos palanques.

Nossos heróis se apoiaram durante a campanha real, e segundo se sabe, o candidato ao pleito nacional, o não eleito, se recusa a ver a realidade e não reconhece a própria derrota. Conseguiu até nomear apadrinhados para cargos relevantes no governo local, o do que não sabe, e não reconhece que foi eleito.

São dez meses que ambos os sítios, estão com suas populações atônitas, sem saber que rumo seguir, atordoadas com o excessivo número de informações desencontradas e de verdades, verdadeiras ou não, proferidas abundante e largamente pelos nossos… Políticos?

Se em nível nacional, Aécio Neves conseguiu reunir alguns milhares de pessoas, não em apoio exatamente a ele, mas muito mais contra Dilma Rousseff, que paga o preço de ter sido legitimamente eleita, no local, Rollemberg, mais perdido que seus liderados faz (?) um governo repleto de contradições, de idas e vindas, de desmentidos que jamais findam.

O jornal Correio Brasiliense de ontem, (23/08), publicou uma entrevista, a segunda desde que deixou  o governo, do ex-governador  Agnelo Queiroz  onde ele volta a afirmar com pilhas (descritas na entrevista) de documentos que não deixou rombo algum, que são falácias do atual governo, a quem acusa de não saber administrar.

No mesmo jornal, na edição de hoje, ( 24/08), O governador Rollemberg através de secretários, desmente pela enésima vez as palavras de seu antecessor, mas não consegue provar o que diz, e enquanto isso atrasa e dividem-se salários, credores não recebem, fecham-se empresas. Aumenta o desemprego e ao final,  suas palavras para muitos, não são suficientes para mostrar que a população acertou quando o elegeu, ou se errou ao rejeitar de forma tão eloquente a continuidade do governo anterior.

Se aqui o governo gasta muito mais energia em desconstruir o governo anterior do que construir o seu próprio, lá, o outro, gasta todas as cartas na tentativa de assumir o lugar que não conquistou e como se o “dono da bola” fosse, tenta para o jogo. E o povo? Como fica?

Lá como cá, faz-se necessário que se ponha termo a essa contenda. A população, o país, o Distrito Federal precisa voltar a caminhar. Ficar a mercê dos eternos candidatos/playboys ou vice e verso, como são citados nas rodas de papos e discussões pelos cantos e recantos da nação e Distrital Federal, não irá resolver o problema deles, muito menos os nossos.

Ei! Psiu! Alguém tem que avisar a esses meninos aí que a eleição terminou.