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Bolsonaro: “Dificilmente teremos concurso no Brasil nos próximos anos”

Presidente alegou falta de dinheiro para a promoção de certames e atribuiu volta da confiança na economia à reforma da Previdência

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), disse neste sábado (22/06/2019) que “dificilmente teremos concurso no Brasil nos próximos poucos anos”. A declaração foi dada a jornalistas de manhã na saída da Coordenadoria de Saúde do Palácio do Planalto (Brasília), onde ele esteve para fazer exames de rotina antes de viajar ao Japão, na próxima terça-feira (25/06/2019).

Ao longo do dia, o pesselista também criticou a atuação do Legislativo, que teria interesse em torná-lo uma “rainha da Inglaterra”, e também foi tietado por apoiadores num supermercado do Sudoeste.

“Em todas as minhas andanças pelo mundo, parece que a palavra mágica passou a ser reforma da Previdência. Muita gente quer investir aqui. E gente de dentro do Brasil. Estão esperando isso que virou algo mágico. Se a previdência sair, voltamos a ter confiança e os investimentos virão. E atrás disso vem emprego”, explicou.

Bolsonaro acrescentou que é cobrado com frequência para a criação de empregos. “Emprego não sou eu”, justificou. “Emprego quando crio cargo de comissão ou quando faço concurso. Paulo Guedes decidiu basicamente que poucas áreas terão concurso, porque não tem como pagar mais. O problema é esse. A gente até gostaria em uma área ou outra. Abri uma exceção para a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Fora isso, dificilmente teremos concurso no Brasil nos próximos poucos anos”, completou.

O presidente também associou o aumento da insegurança da violência às altas taxas de desemprego. “A partir do momento em que ninguém investe aqui, a taxa de desemprego aumenta e aí vem a violência. Tudo de ruim vem atrás”, disse.

Encontro do G-20 no Japão
O presidente afirmou ainda que vários líderes mundiais querem reuniões bilaterais com o Brasil, por ocasião do encontro do G-20 no Japão. “E a gente se prepara para falar com qualquer um. Os possíveis assuntos, a gente busca sempre não ser surpreendido”, disse. “Nós estamos tentando, juntamente com o (presidente da Argentina, Mauricio) Macri, uma conversa com o (presidente dos EUA) Donald Trump sobre as questões da América do Sul”, comentou Bolsonaro. “A gente sabe da dificuldade que está a Argentina, que pode voltar para a (ex-presidente) Cristina Kirchner. É uma preocupação de todo mundo, que não quer uma nova Venezuela aqui no sul do Brasil”, acrescentou.

Bolsonaro indicou, porém, que a reunião com Trump seria para tratar de agenda econômica, e não especificamente de questões eleitorais na América do Sul.

Com informações da Agência Estado

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