Acadêmicos e ativistas nos EUA criam rede em defesa da democracia no Brasil

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Um grupo de acadêmicos e ativistas – brasileiros e não brasileiros – vivendo, trabalhando e estudando nos Estados Unidos realiza um encontro no dia 1º de dezembro (sábado) em Nova York para discutir as ameaças de retrocesso social e humanitário em um Brasil sob Bolsonaro.

O Encontro Nacional em Defesa da Democracia no Brasil vai ser realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Columbia (Columbia University Law School) e é apoiado pelo Instituto de Estudos Latino Americanos da mesma Universidade. O líder da oposição no Brasil, Fernando Haddad, foi convidado, embora sua presença ainda não esteja confirmada. Haddad está nos Estados Unidos para aderir à frente progressista internacional contra a onda crescente de governos de extrema no mundo, liderada pelo senador estadunidense Bernie Sanders e o ex-ministro das finanças da Grécia, Yanis Varoufakis.

O painel de abertura do evento contará com os remarks dos professores James N. Green (Brown University), Débora Diniz (Universidade de Brasília) e Sidney Chalhoub (Harvard University) and Gladys Mitchell-Walthour (Brazilian Studies Association). O encontro é aberto ao público, mas requer inscrição previa via email (democracybrazil@gmail.com).

O grupo vai propor a criação de uma rede de informação descentralizada, democrática e apartidária nos Estados Unidos com três objetivos: educar o público sobre o que está ocorrendo no Brasil após a eleição do ex-capitão militar Jair Bolsonaro para a presidência da República; defender avanços sociais, econômicos, políticos e culturais progressivos no Brasil; e apoiar movimentos sociais, organizações comunitárias, ONGs, universidades e ativistas, visando às comunidades e causas mais vulneráveis neste novo ambiente de hostilidade política também afetado por fake news.

Entre os grupos considerados como vulneráveis na gestão Bolsonaro, que começa em janeiro de 2019, estão a comunidade acadêmica, afrodescendentes, LGBTI +, povos indígenas, mulheres, movimentos sociais urbanos e rurais, movimentos de trabalhadores, defensores de causas socioambientais e mídia/jornalistas.

O grupo também pretende apoiar a campanha #lulalivre, que defende a liberdade do ex-presidente Lula da Silva. A comunidade envolvida nessas discussões entende que sua prisão é uma manobra política que não se baseia em nenhum tipo de fundamento judicial. Essas são as razões porque o grupo propõe articular uma frente para fortalecer a democracia do Brasil em tempos de convulsão política.

National Meeting to Defend Democracy in Brazil – Comitê de Imprensa

Ana Alakija (Estados Unidos e internacional) #1 978-325 1000 alaionline10@gmail.com

Simone de Moraes (Brasil e mídias sociais) #55 61 8264-9999 simonedemoares2009@gmail.com

Isabela Santana (Vancouver, Canadá) #1 604 600-5507 beullus@gmail.com

Fonte – Câmara em pauta

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