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Grilagem de terra. Servidor do gabinete de Telma Rufino é alvo da PCDF

Operação Generous investiga grupo criminoso que invade e vende terras públicas

Os policiais apreenderam a folha de ponto do servidor. O Metrópoles apurou que a operação não investiga nenhum parlamentar, apenas servidores. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a Dema cumpre 11 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. As apurações ainda identificaram a participação de funcionários públicos que repassavam informações sobre operações de combate às invasões e construções irregulares, permitindo que os criminosos se articulassem na tentativa de impedir as derrubadas promovidas desde o inicio do ano.

De acordo com a assessoria de Telma Rufino, a operação de busca realizada no gabinete número 8 não possui qualquer relação com a atividade parlamentar, sendo de caráter pessoal e voltada a um dos servidores. “A deputada informa que tomará ciência a respeito dos fatos para que sejam adotadas as medidas cabíveis”, afirmou a distrital, por meio da assessoria.

As investigações feitas no âmbito da Operação Generous identificaram que o grupo fazia o parcelamento irregular do solo em diversas localidades do Distrito Federal e, atualmente, agia na região da Granja Modelo, no. A PCDF ressalta ainda que a organização criminosa possui estrutura hierárquica, com tarefas definidas entre seus membros.

Os líderes da quadrilha apresentavam-se como proprietários das terras que, na realidade, são públicas e pertencem à Companhia Imobiliária de Brasília(Terracap). “Os lotes estão inseridos em uma importante área de preservação ambiental destinada à garantia da diversidade biológica da fauna e da flora locais, bem como à preservação da qualidade dos recursos hídricos disponíveis”, explicou a delegada adjunta da Dema, Mariana Almeida.

De acordo com as apurações, alguns membros da organização criminosa eram incumbidos da elaboração de documentos falsos com intuito de conferir aparente legalidade às vendas de lotes. Outros ficavam responsáveis pela demarcação de terrenos, realização de edificações e vendas dos lotes.

Ainda segundo os investigadores, os suspeitos cometeram crimes de extorsão e ameaça contra pessoas que se sentiram lesadas com a negociação de lotes na região. Os acusados respondem por associação criminosa, parcelamento irregular do solo, dano ambiental, falsificação de documentos, extorsão e ameaça.

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