Jorge Viana: Temer não pode usar o exército para tentar se salvar

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O senador Jorge Viana (PT-AC) subiu hoje, 24, à tribuna  para demonstrar imensa preocupação com a decisão do presidente Michel Temer de convocar as tropas do Exército para ocupar as ruas de Brasília. Ele diz que o Palácio do Planalto está caindo num erro político. “O governo está tendando uma porta de saída e se apegou às Forças Armadas para tentar estabelecer um diálogo com a sociedade brasileira”, advertiu. “O país vive momento de enorme gravidade. Estamos diante de um governo que perdeu as condições de seguir em frente”.
“Esse governo não pode, na tentativa de se salvar, usar o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e pôr o Exército na rua para tentar ganhar alguma credibilidade junto à sociedade brasileira”, alertou. No meio da tarde, em meio aos tumultos e protestos que resultaram em conflito aberto, na Esplanada dos Ministérios, na capital federal, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou que Temer havia assinado decreto autorizando o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal. Segundo Jungmann, o emprego das tropas teria sido definido após o pedido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Segundo o senador, o presidente da Câmara negou que tivesse pedido o uso das Forças Armadas, mas da Força Nacional de Segurança Pública. “Estava torcendo que fosse mentira e que o governo Temer não tomasse essa atitude”, disse Viana, citando o espanto do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, que declarou que esperava que fosse mentira a informação, depois de interromper sessão da corte. “Este governo acabou e vai usar a instituição do Exército brasileiro para se sustentar? Isso é perigoso”, criticou o parlamentar.
Jorge Viana declarou que defende, junto com a bancada do PT, a antecipação das eleições diretas para presidente da República. “Este é o caminho para sairmos desse impasse”, disse o senador. Ele explicou que, embora apoie as manifestações convocadas pelas centrais sindicais contra as reformas trabalhista e da Previdência Social, não compactua com a ação de baderneiros. “É claro que somos contra atos de vandalismo, mas os protestos têm caráter pacífico”, comentou. Viana condenou a depredação de prédios e propriedade pública.
“É hora, sinceramente, de identificar os baderneiros, quem é a favor da violência, quem é a favor de que ponham fogo em ministério. Isso tem que ser combatido imediatamente”, advertiu. “A informação que se tem é de que as forças de segurança que estavam lá podiam ter feito uma intervenção imediatamente e prendido aqueles baderneiros”.
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