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Rollemberg, 100 dias de governo (?)

 Rodrigo Rollemberg e Agnelo Queiróz
Rodrigo Rollemberg e Agnelo Queiróz

 

Hoje completa 100 dias do início do governo Rollemberg, muitos eleitores,  daqueles que o defendia e nele votou,  já não escondem a decepção.

 

Quebrando uma tradição nacional e local, o governador Rollemberg não apresentará o relatório, ou prestação de contas dos 100  primeiros dias se seu governo. Postergou  para os 120 dias.

Na Câmara Legislativa do Distrito Federal, os parlamentares falavam que não tinha muito o que se mostrar: O professor Israel colocou a culpa na atipicidade do período, o GDF não teve como se movimentar ─ E o fará quando? ─ Lá  já se vislumbra sinais  no semblante de alguns deputados que se dizem cansados de esperar por um governo que parece não querer começar nem tão cedo.

Como não há ainda um relatório governamental, o opositor Chico Vigilante (PT-DF) fez o seu e  apresentou informações e números relativos ao período: “Já que o governador se recusou a apresentar um balanço, eu o farei”.   Vigilante criticou o aumento no número de cargos de secretário de Estado, bem como de gastos com comissionados – segundo o distrital, essas despesas subiram mais de R$ 500 mil por mês. O petista destacou, ainda, a criação de 450 cargos em comissão na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, no lugar de realizar concurso público. Além disso, Chico lamentou o não cumprimento de promessas de campanha, a exemplo da eleição para administradores regionais, e apontou haver mais de R$ 2 bilhões em caixa.

Enquanto isso o GDF continua falando da herança maldita deixada pelo governo anterior. ─ “Peguei o governo em uma situação caótica” quem não lembra de Agnelo dizendo isso até o último dia de seu governo? ─ Rollemberg, a despeito de toda semelhança com seu antecessor, precisa mudar a forma de fazer política, de governar, o eleitor votou na mudança, não no mais do mesmo ou na inércia.

Em rodas de bate-papo ─ para diferenciar das rodas de conversa, que Rollemberg  se apropriou, do Movimento Fora-do-Eixo ─ Alguém sempre fala: “O Rollemberg jamais acreditou chegar onde chegou, Só foi ao senado porque surfou na onda pro-PT e contra Arruda de 2010, e para chegar ao Buriti voltou a surfar, desta vez numa onda anti-PT  e apoiado pelo não divulgado governo Agnelo. O governo que botou o ovo mas não cantou”. E segue o comentário: Alguém precisa dizer ao Rollemberg que ele venceu as eleições, que ele é o governador eleito, o condutor do DF e não seus secretários. Ou será que precisa fazer um convite formal e por escrito para que ele assuma a cadeira do Buriti para a qual a população o conduziu?

Se continuar assim, desagradando a gregos e troianos…

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