Geral

Haddad vê conexão entre r$ 7 milhões do queiroz e patrimônio dos bolsonaro

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que hoje seria presidente da República se o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre as movimentações ilícitas de Fabrício Queiroz, aparente laranja da família Bolsonaro, fosse divulgado antes das eleições, tem se manifestado sobre o caso. Neste domingo, ele apontou uma conexão entre os R$ 7 milhões movimentados por Queiroz (saiba mais aqui), e o patrimônio não declarado dos Bolsonaro.

Confira os tweets de Haddad e saiba mais sobre o caso Queiroz:

SÃO PAULO (Reuters) – O valor total de movimentações financeiras consideradas atípicas pelo Coaf em uma das contas do ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, pode chegar a 7 milhões de reais em três anos, informa o jornal O Globo neste domingo.

Conforme a publicação, o Conselho de Controle de Atividade Financeiras notou que, além do 1,2 milhão de reais movimentados entre 2016 e 2017, algo revelado em dezembro, houve também transações de 5,8 milhões de reais nos dois exercícios anteriores, totalizando, portanto, 7 milhões de reais.

À época, Queiroz trabalhava no gabinete do então deputado estadual do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro.

Na noite de sábado, uma reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, destacou que o Coaf também identificou um pagamento de pouco mais de 1 milhão de reais de um título bancário da Caixa Econômica Federal na conta de Flávio Bolsonaro.

O relatório do órgão vinculado ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública aponta que Flávio recebeu em sua conta 48 depósitos, sempre no valor de 2 mil reais, entre junho e julho de 2017.

Procurado por meio de sua assessoria, Flávio Bolsonaro não respondeu de imediato a questionamentos da Reuters.

Na quinta-feira, o presidente em exercício do STF, Luiz Fux, suspendeu a investigação sobre movimentações financeiras atípicas do ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) tendo como principal justificativa o fato de que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) teria pedido informações ao Coaf de dados bancários sigilosos sobre o filho do presidente Jair Bolsonaro mesmo após ele ter sido eleito senador.

Fonte: Brasil 247