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Em recurso, defesa de Lula vai alegar que juíza errou ao citar delator

 Os advogados de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverão alegar no recurso contra a sentença que resultou na condenação sem provas a uma pena de 12 anos e 11 meses no caso do sítio de Atibaia, que a juíza da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, errou ao proferir sua decisão. Na página 89, ela cita os nomes de Léo Pinheiro e José Aldemário como sendo delatores distintos, quando se tratam, na realidade, da mesma pessoa. Léo Pinheiro é o apelido do ex-presidente da OAS Aldemário Pinheiro Filho.

“Embora a defesa de Luiz Inácio Lula da Silva tente diminuir a credibilidade dos depoimentos prestados por colaboradores e pelos corréus Léo Pinheiro e José Aldemário, é fato que tais depoimentos são corroborados por relatórios de auditoria e diversos outros documentos e depoimentos anexados neste e em autos correlatos e, no caso deste contrato específico, nos autos 5037800-18.2016.4.04.7000”, escreveu Gabriela Hardt na sentença condenatória

“A juíza duplicou o delator para afastar genericamente argumentos da defesa. Um depoimento de um delator que não tem valor probatório se transformou em dois depoimentos com valor probatório”, afirmou o advogado Cristiano Zanin Martins, que integra a defesa do ex-presidente.
Os advogados também vão argumentar que a sentença desconsiderou provas produzidas pela defesa, como a perícia realizada no sistema de propinas da Odebrecht que teria constatado que Lula não recebeu valores da empreiteira, como alegado pela acusação.

Fonte: Brasil 247

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