Bolsonaro reconhece reação violenta contra “kit gay”

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Projeto “Escola Sem Homofobia” foi uma iniciativa do Ministério da Educação em 2010 sob a coordenação de Fernando Haddad (PT)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, reconheceu nesta segunda-feira (29/10) ter reagido de forma “um tanto quanto agressiva” ao projeto “Escola Sem Homofobia”, iniciativa do Ministério da Educação em 2010 sob a coordenação de Fernando Haddad (PT). Os materiais incluídos no programa ficaram conhecidos como “kit gay”. Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, Bolsonaro foi questionado sobre declarações de combate à intolerância em seu governo e atos de violência contra cidadãos LGBTs.

“A agressão contra um semelhante deve ser punida na forma da lei. Se for por um motivo como esse, o indivíduo tem que ter a pena agravada. Ganhei o rótulo de homofóbico. Na verdade, eu fui contra um kit feito pelo então ministro da Educação, Fernando Haddad, em 2009 para 2010, onde chegaria nas escolas um conjunto de livros, cartazes e filmes onde passariam crianças se acariciando e meninos se beijando. Não poderia concordar com isso”, disse, completando:

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“A forma como eu ataquei essa questão é que foi um tanto quanto agressiva, porque naquele momento, merecia isso. Tivemos em parte sucesso porque, no ano seguinte, a presidente Dilma Rousseff, depois de ouvir as bancadas evangélica e católica, resolveu recolher esse material”, argumentou.

Na justificativa, Bolsonaro afirmou que a reação mais enfática ocorreu por conta do “9º Seminário LGBT infantil”, realizado na Câmara dos Deputados. “Isso tudo aconteceu por conta do 9º Seminário LGBT infantil na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, onde estava presente o então secretário de alfabetização do MEC, André Lázaro.”

O evento, no entanto, não ocorreu da forma como Bolsonaro classificou. Desde 2004, o Congresso recebe um seminário para debater direitos de cidadãos LGBTs. Em 2012, o nono evento teve como tema “Respeito à Diversidade se Aprende na Infância: Sexualidade, Papéis de Gênero e Educação na Infância e na Adolescência”.

Fonte- Metropoles

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