A copa acabou para o Brasil,  e agora?

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Desde ontem (06/07) vejo nas ruas e na internet caras tristes e chorosas a lamentar a derrota da seleção brasileira na copa que daqui a quatro começará novamente. Mas não me recordo de ter visto tristeza ou lágrimas em milhões de brasileiros pela situação pela qual estamos passando.

Mais uma vez o “Para o povo, pão e circo”. No nosso caso, foi ainda um pouco, ou muito pior: deram o circo para tirar o pão.

Doaram a Embraer à Boeing, mas que importa? O importante é que o Brasil está nas oitavas da copa.

Aprovaram às portas fechadas o PL que autoriza na produção de nossos alimentos o uso de venenos que já foram banidos na grande maioria de países.  Mas, o que importa é o grito: gol!  Golaço do fulano ou do beltrano que trabalha e vive no estrangeiro, de preferência na Europa e que a cada quatro anos veste a camisa canarinho (Belga?)  Aliás, (a camisa orgulho de tantos brasileiros e brasileira, foi recentemente apoderada  pela FIESP e pelas forças sombrias que tomaram o Brasil.  De símbolo do Brasil vitorioso, alegre e país do futuro, virou símbolo, do fascismo, do golpismo, do país sem futuro.

A copa acabou, — não sem antes provarem as novas regras dos planos de saúde—  já não vamos  ter como atender ao Galvão e gritar à plenos pulmões e hipnotizado pelas imagens transmitidas lá daquele país comunista, a Rússia, Goooooolllllllll do Brasil-sil-sil-sil!!!!!!!

O sonho acabou. Não,  foi postergado por mais quatro anos, e novamente em ano de eleição, quando os destinos da nação (nós) estiver sendo decidido, ou talvez vendido, à depender do judiciário, estaremos mais uma vez unidos na hipnose coletiva que a “platinada” nos proporciona diariamente.

Acabou a copa, acabou a união, agora vamos atender  ao “mercado” – Alguém disse alhures, que o tal “mercado” tem uma personalidade: “O mercado acha isso” “ O mercado aceitou bem” “O mercado não aceita”… E votar em quem ele, o mercado”  nos colocar pra votar. Talvez  alguém, nesse caso, algum, que faça o que o mercado decidir, nem que seja o nosso próprio extermínio, pela fome, sede, doenças diversas, ainda mais pela legalização de armas.

Mas… “o  que eu tenho a ver com isso? “ Não sou político, não faço política e tenho nojo de quem faz. ” Até quando? Quando vamos aprender a dar valor ao que de fato tem valor. Votar nulo ou branco vai resolver nossa situação? Não, certamente estaremos sendo coniventes com os que serão eleitos com um mínimo de representatividade e se sentirão à vontade para seus desmandos.

Participar e discutir o processo político e imprescindível para que não tenhamos a cada quatro anos a alegria de nos sentirmos vitoriosos por apenas três ou quatro jogos e em seguida uma vitória humilhante, 7 x 1, 2×1…

Valemos tão pouco assim?

 

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