Freire aparelha Cultura com derrotados do PPS

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Sob o comando de Roberto Freire, o ministério da Cultura está virando território do PPS, seu partido.

Nomeado em 30 de março para o cargo de coordenador-geral de institucionalização em uma secretaria do Ministério da Cultura, Eliseu de Oliveira Neto é o mais recente nome do PPS a integrar a pasta comandada por Roberto Freire, presidente licenciado da sigla.

Com Oliveira Neto -que tentou se eleger vereador no Rio de Janeiro (RJ) em 2012, são ao menos 18 correligionários atuando em assessorias, secretarias, diretorias, entidades vinculadas e representações regionais da pasta. Dez foram nomeados apenas nos três primeiros meses de 2017.

As informações são de reportagem de Rodolfo Viana na Folha de S.Paulo.

“Desde que assumiu em novembro de 2016, Freire disse publicamente, diversas vezes, que houve um aparelhamento petista durante os governos Lula e Dilma, de 2003 a 2016.

‘Lamentavelmente, um ministério que teria muito a dar ao país ficou voltado para atender a interesses de facções políticas’, afirmou à “Veja” em janeiro. Ele atribuiu nomeações ao “projeto de poder” do PT e do PC do B.

Marcelo Calero, antecessor de Freire, exonerou 81 pessoas sob a justificativa de desaparelhar a pasta. Na ocasião, o então ministro disse que “os cargos de chefia serão exercidos, preferencialmente, por servidores de carreira”.

Parte dos membros do PPS alocados no MinC perdeu eleições recentes. Hoje assessor na secretaria-executiva do ministério, Fábio Sato concorreu à prefeitura de Presidente Prudente (SP) em 2016.

Maria do Céu, que não conseguiu se eleger vereadora de Recife (PE), é a atual chefe da representação do MinC no Nordeste. Raimundo Benoni Franco foi nomeado secretário de Infraestrutura Cultural depois de perder o pleito para prefeito de Salinas (MG).

Secretário de Articulação e Desenvolvimento Institucional, Adão Cândido também foi batido nas eleições de 2014, quando concorreu a vice-governador do DF. Presidente da Funarte, Stepan Nercessian tentou vaga na Câmara dos Deputados no mesmo ano.”

Por: Brasil 247

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