O ator Ashton Kutcher participou nesta quarta (29/5) do julgamento de um serial killer em Los Angeles. Ele foi testemunha da acusação contra Michael Gargiulo, suspeito de matar várias mulheres, incluindo uma namorada do ator, a estudante de moda Ashley Ellerin.

Ashton é considerado uma testemunha importante, porque chegou a visitar a casa de sua então namorada logo após o assassinato, em 2001, e por isso pode estabelecer detalhes importantes do crime.

O ator confirmou os detalhes que já havia fornecido para a polícia durante a investigação. Ele contou que havia marcado de sair com Ellerin na noite de 21 de fevereiro de 2001, e que falou com ela pela última vez às 8 horas da noite daquele dia, confirmando o encontro.

A polícia acredita que a jovem foi morta pouco depois de desligar o telefone, e que foi surpreendida por Gargiulo quando estava saindo do banho. O acusado teria esfaqueado a vítima nada menos do que 47 vezes, antes de fugir.

Por volta das 11 horas da noite, o ator chegou na casa de Ellerin e tocou a campainha. Sem conseguir resposta, Kutcher notou que as luzes estavam acesas no apartamento, e espiou pela janela para a sala de estar.

O ator conseguiu observar uma mancha vermelha no carpete do cômodo, mas presumiu que ela havia sido causada por vinho tinto. “Isso não me surpreendeu, porque fui a uma festa na casa dela alguns dias antes, e estava tudo uma bagunça. Não pensei duas vezes”, comentou ele no testemunho.

Na verdade, era o sangue da jovem de 22 anos.

No dia seguinte, segundo Kutcher, a polícia o procurou para notificar que o corpo de Ellerin havia sido encontrado por sua colega de quarto. O ator confessou que “entrou em pânico”, achando que a polícia o considerava um suspeito.

A investigação de seu assassinato só foi concluída recentemente, quando a polícia encontrou ligações entre o crime e três outros assassinatos de mulheres, graças a evidências de DNA que apontaram para Michael Gargiulo.

Ele enfrenta julgamento não só pelo caso envolvendo Ellerin, mas também por esfaquear outra mulher, chamada Maria Bruno, em 2005. A polícia suspeita que o homem também seja responsável por outros crimes.

Por conta da notoriedade do caso, graças ao envolvimento de Kutcher, o assassino de 43 anos foi batizado de “estripador de Hollywood” pelos tabloides.