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A jornada em busca de si mesmo: Um comentário ao filme Kung Fu panda 3

Por – Matheus Reis

O desejo do mais profundo do homem pode também ser a sua maior satisfação: encontrar-se e ser feliz com quem se é. Nada é melhor do que conhecer-se e assim em meio às dificuldades encontrar a felicidade que surge do interior de quem está em paz consigo mesmo. A jornada em busca do ser é aquela que ao ser iniciada, nem sempre é terminada, pois diante das dificuldades encontradas no caminho da vida, muitos desistem e tornam-se simples cópias daquilo que os padrões sociais pedem.

O filme kung fu panda 3 apresenta esta realidade. Um panda, chamado Po, que a princípio é feliz pelo que sabe sobre si até que uma realidade diferente bate à porta, um desafio novo que a vida lhe propôs: ser um professor de kung fu. Po não entendia nada sobre como ser um mestre. Após este episódio, o panda guerreiro fica confuso e acaba encontrando seu pai o que bagunça ainda mais sua cabeça, pois ele fora criado por um pássaro e não sabia nada sobre como era ser um panda.

Em busca de encontrar suas origens, Po parte para uma viagem até um vilarejo cheio de pandas. A jornada foi cansativa, precisou subir montanhas e pausar para descansar. Não é assim também a vida do homem que está procurando encontrar-se: subir montanhas, descansar, caminhar mais um pouco, lutar, vencer e perder batalhas. Fazemos isto todos os dias e nem percebemos o quanto cada passo é importante. Voltando ao filme, Po percebe que tem muito que aprender sobre o que é ser um panda, por isto, esforça-se e procura permanecer fiel às atividades.

Quando o perigo se aproxima, ou seja, o vilão está caçando-o a fim de matá-lo, ele se desespera, pois ainda não acessou sua força vital, conhecida pelos orientais como “chi”. Em nossa vida o vilão que quer nos destruir é nada mais do que nós mesmos, que vazios de si, permitimos que o mundo nos preencha e faça uma confusão tão grande em nosso interior que já não se consegue enxergar nada além do que um papel pintado com tinta preta, pois há uma ausência de luz, ou seja, de nós mesmos.

Po enfrenta seu inimigo e para salvar os seus, sacrifica-se e parte para outra dimensão. Seus amigos procuram ajudá-lo, mas não sabem como. Descobrem que só poderiam salvá-lo se redescobrissem sua essência, aquilo que são. Quando já estamos cansados e sem saber por onde caminhar, ajuda muito saber que temos amigos que podem nos ajudar e neste processo de busca de si, existem pessoas que se descobriram e podem ajudar. Uma boa escolha é um psicólogo que orientará aquele que está neste processo a descobrir-se.

Quando Po descobre-se ele entende que é capaz de produzir vida, de ajudar o próximo. Quem está encantando com a força que possui dentro de si, contagia o que está ao seu redor, pois tem amor no amor não há medo, segundo o evangelista João. Esta é a força vital que cada um tem: a capacidade de amar. Seria esta a crise que nos afeta hoje? O ser humano esqueceu-se de quem se é? Continuemos nossa caminhada em busca de si mesmos e não nos esqueçamos: o caminho é longo, mas o final é mais feliz e gratificante do que qualquer prazer que o mundo pode oferecer.

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