Câmara Legislativa mantém obstrução para projetos do Executivo

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Os líderes partidários da Câmara Legislativa decidiram manter a obstrução para projetos do Executivo, até que o governo atenda as demandas dos servidores. Enquanto o governador não negociar com o governo federal a proposta de reajuste dos policiais civis e não resolver o pagamento da última parcela de aumento para várias categorias de servidores, os deputados não votam projetos do GDF.

O presidente da Câmara, deputado Joe Valle (PDT), comunicou na sessão ordinária desta terça-feira (28) a manutenção da obstrução, iniciada na semana passada. Segundo ele, a decisão foi unânime e valerá até que o governo solucione o impasse com os servidores. Valle defendeu o aprofundamento do diálogo do governador Rodrigo Rollemberg com os servidores para acabar com a crise.

A sessão foi acompanhada por representantes da Polícia Civil e também por cantineiros de escolas públicas que aguardam o envio de projeto regularizando a atividade.

Críticas – Além da obstrução, o governo local recebeu críticas de vários distritais. O deputado Chico Vigilante (PT) afirmou que “está na hora do governador Rollemberg criar juízo” e resolver logo a situação dos policiais civis, “encaminhando a proposta de reajuste ou dizendo que não vai mandar”. Vigilante também lamentou a falta de diálogo do governo com os professores, que estão em greve reivindicando o pagamento de reajuste já aprovado.

Segundo o distrital, a insatisfação já chegou aos trabalhadores terceirizados e os vigilantes estão se preparando para entrar em greve, pois as empresas também não estão negociando. O deputado disse ainda que, para piorar a situação, o governo encaminhou à Câmara “um projeto para destruir o hospital de Base”.

Vários deputados manifestaram apoio aos policiais civis e reclamaram da demora do GDF em resolver a situação da categoria. O deputado Wellington Luiz (PMDB), vice-presidente da Casa, até elogiou a troca de comando na secretaria de Segurança Pública, anunciada pelo governo. Para ele, a colocação de um policial (delegado federal Edval de Oliveira Novaes Júnior) no lugar de Márcia de Alencar para cuidar da área foi uma decisão acertada.

No entanto, o parlamentar bateu muito na demora e no tratamento dispensado pelo governo aos policiais civis, categoria que representa. Segundo ele, a última reunião foi uma vergonha. O deputado Wasny de Roure (PT) lamentou a ineficiência de Rollemberg em enfrentar as dificuldades de sua gestão e a falta de diálogo com os servidores públicos.

Terceirização – Sobraram críticas também para o projeto de terceirização geral aprovado na Câmara dos Deputados e para a reforma da Previdência (PEC 287/2016). Chico Vigilante classificou a terceirização como uma maneira de destruir os direitos dos trabalhadores. Ele citou o caso de um vigilante que trabalha há 20 anos e nunca tirou férias, pois sempre troca de empresa. Além disso, segundo ele, é comum as empresas quebrarem e não pagarem os direitos dos trabalhadores.

Já o deputado Raimundo Ribeiro (PPS) lamentou a incompetência dos governos na gestão dos recursos da Previdência social. Para ele, todos os governos falam na necessidade de reformar as regras previdenciárias, mas até agora não existem números confiáveis sobre a real situação financeira da área. Segundo ele, a única certeza é a de que todos os governos foram incompetentes na gestão dos recursos.

Por: BSB Capital

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