Tereza Cruvinel: venezuelizar ao contrário

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“O risco Bolsonaro para a democracia não se dissolveu porque ele disse, na entrevista ao Jornal Nacional, que será escravo da Constituição. Ele decorre de sua natureza, essencialmente autoritária”, escreve a jornalista Tereza Cruvinel em sua coluna no Jornal do Brasil.

“Um dos mantras do antipetismo é o de que Haddad fará do Brasil uma Venezuela, mergulhando o país no caos. Nesta hora da verdade, é preciso dizer: Bolsonaro representa um risco real de venezuelização do país, mas com sinal trocado, implantando um regime de direita, com culto à personalidade e apoio dos quartéis. Nos 13 anos em que governou o Brasil, o PT não tentou implantar aqui a ‘revolução bolivariana”, diz ela.

De acordo com a jornalista, “na Venezuela, o que segura o governo de Maduro é o apoio dos militares, que o regime valoriza e seduz, inclusive com altos salários”.

“Está claro que quem ganhar no dia 28 vai penar em busca da sustentação parlamentar, e a primeira batalha deste tempo difícil já tem data e motivo: a disputa pela presidência da Câmara, em fevereiro. O PT elegeu a maior bancada (56 deputados) e isso lhe dá direito ao cargo, pelo regimento. A oposição fechará com o PT para não entregá-lo. Será uma guerra. No Senado, o MDB conservou o direito ao cargo, e com a não-reeleição de Eunício Oliveira, o candidato natural é Renan Calheiros, aliado do PT”, disse.

Fonte: Brasil 247

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