De Lula a Bolsonaro, Brasil vai da inclusão social ao autoritarismo – Blog do Ataíde
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De Lula a Bolsonaro, Brasil vai da inclusão social ao autoritarismo

 A nova identidade visual do governo federal, da qual faz parte uma ilustração estilizada da bandeira e a frase “Pátria Amada, Brasil”, que integra o último verso do hino nacional, divulgada esta semana por Jair Bolsonaro nas redes sociais, simboliza um retorno ao autoritarismo que caracterizou a ditadura militar no país. Na época, o governo militar fez uso do slogan “Brasil, ame-o ou deixe-o”. O retrocesso é ainda maior quando em comparação com as marcas dos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que valorizaram a inclusão social no lugar do ufanismo nacionalista que tem caracterizado o início da nova gestão.

No período da gestão de Lula, o slogan “Brasil, um país de todos” simbolizava a diversidade e a inclusão da população sob um governo que realizava sua gestão sem distinções entre as diversas regiões e seus habitantes, sem levar em conta, ainda, o antagonismo político. No primeiro governo da presidente deposta Dilma Rousseff (2011-2014), a marca “País rico é país sem pobreza”, destacava o combate às desigualdades sociais e econômicas existentes no Brasil.

Após sua reeleição e até sua deposição pelo golpe parlamentar de 2016, o governo Dilma passou a utilizar o slogan “Pátria Educadora”, sinalizando que o uso dos recursos do pré-sal seria empregado para promover uma revolução no sistema educacional brasileiro. Empossado como presidente, Michel Temer optou como marca uma volta ao positivismo da bandeira nacional, ao utilizar a frase “Ordem e Progresso”.

Agora, a marca do governo Bolsonaro tenta emplacar o discurso ufanista e nacionalista que caracterizou a campanha eleitoral, marcada por temas como uma suposta “ameaça vermelha” e pela necessidade de imposição do autoritarismo como forma de demonstrar autoridade. O retrocesso. No vídeo em que divulgou a marca de sua gestão, nesta sexta-feira (4), Bolsonaro ressaltou que foi eleito para “resgatar o Brasil”.

“Em 2018, não fomos às urnas apenas para escolher um novo presidente. Fomos às urnas para escolher um novo Brasil, sem corrupção, sem impunidade, sem doutrinação nas escolas e sem a erotização de nossas crianças. Fomos às urnas para resgatar o Brasil”, afirmou. O retrocesso das prioridades evidenciado pela marca, contudo, não deixa duvidas sobre as questões sociais serem deixadas de lado ao longo da gestão do ex-capitão do Exército.

Fonte: Brasil 247