Base de Rollemberg na CLDF tenta votar projetos de interesse do Buriti

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O clima esquentou na reunião do Colégio de Líderes da Câmara Legislativa na segunda-feira (10/4). O bate-boca envolveu governistas e os distritais que querem manter a obstrução das votações de projetos do Executivo. A mobilização desse grupo é em apoio aos policiais civis, que cobram, desde o ano passado, a paridade do reajuste salarial concedido à Polícia Federal.

O estopim da crise no encontro de segunda-feira foi a discussão da proposta que libera crédito de R$ 248 milhões para que o GDF pague os salários dos servidores.

O grupo que declara obstrução é composto por 11 deputados, a maioria de oposição ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB). O vice-presidente da Casa, Wellington Luiz (PMDB), está à frente do movimento. Já os governistas, liderados por Rodrigo Delmasso (Podemos) têm 13 distritais.

Wellington nega que seu grupo vá abrir mão da obstrução e desafia o governo. “Eles precisam colocar em plenário os 24 deputados, pois temos 11 nos apoiando. Nós vamos manter nossa posição até o fim e manter a obstrução. Ninguém vai arredar o pé”, afirma o peemedebista.

Já Delmasso, que é líder do governo, acredita que a votação vai ocorrer nesta terça-feira (11/4). O presidente da Casa, Joe Valle (PDT), tentará consenso para votar o crédito ainda na terça. Caso não haja solução, a pauta será transferida para a quarta-feira (12/4).

Líderes de si mesmos
A desavença ocorreu na hora de definir se a liberação do crédito para o GDF seria votada. O problema se deu em torno da existência de um grupo chamado de “líderes de si mesmos” — parlamentares que integram o Colégio de Líderes, mas não integram nenhum bloco. Ou seja, representam apenas eles próprios. É o caso de Rodrigo Delmasso (Podemos) e do ex-líder do Governo Julio Cesar (PRB).

Colegas reclamam que os votos de Delmasso e de Julio Cesar no colégio não poderiam ter o mesmo peso que os de deputados representantes de blocos parlamentares. “Não pode ser dessa forma. Tem bloco com dois, três membros, enquanto outro tem apenas uma pessoa. O voto tem que ser qualitativo, e não quantitativo”, salientou Joe Valle.

Reclamações
O presidente da Câmara Legislativa ainda manifestou insatisfação em relação a declarações recentes do governador Rodrigo Rollemberg. O chefe do Executivo tem responsabilizado o Legislativo pela falta de recursos do GDF devido à obstrução de pauta.

Durante a reunião de segunda-feira (10/4), Joe mandou um recado a Rollemberg, por meio da assessoria legislativa do Executivo e da base governista. “O governador tem, aqui na Casa, o secretário adjunto para Assuntos Legislativos, o líder de governo e o meu telefone pessoal. Antes de levar à imprensa suas reclamações, deveria ter aberto o diálogo. Eu tenho pedido, desde o início, a pauta de projetos do governo para o primeiro semestre. Até hoje, nada”, reclamou Joe Valle.

Por: Metrópoles

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